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- "O que é que era importante para estes poetas todos, sobretudo os românticos? Era que a categoria fundamental não apenas do artista, mas do estar no mundo, era a imaginação."
No regresso de férias da rubrica de sugestões de leitura, Pedro Mexia sugere-nos três livros que saíram recentemente de três poetas românticos: Novalis, John Keats e Giacomo Leopardi.
Hinos â Noite, de Novalis, com tradução de João Barrento e edição Miguel Castro; Poeta-Camaleão, de John Keats, com edição e tradução de Ricardo Marques e edição Hampstead, e Cantos, de Gioacomo Leopardi, com tradução e comentários de Jorge Vaz de Carvalho, prefácio de João Bigotte Chorão e posfácio de Mariagrazia Russo, e edição Assírio & Alvim. Adolfo Mesquita Nunes: "O meu quotidiano é muito solar, é muito feito do lado positivo de olhar para as coisas."
04.09.2026 | 2 godz. 1 min."Uma pessoa que não amou é uma pessoa que não viveu."
Adolfo Mesquita Nunes nasceu na Covilhã, em 1977. É advogado, com trabalho nas aéreas da regulação e da Inteligência Artificial. Licenciado em Direito e Mestre em Ciências Jurídico-Políticas. Foi deputado à Assembleia da República (2011-2013) e Secretário de Estado do Turismo (2013-2015).
Para esta conversa, trouxe alguns dos poemas de que mais gosta que nos ajudaram, apesar das reservas iniciais por ser sobretudo leitor de ficção e não de poesia, a fazer uma cartografia pessoal do homem, muito além da profissão que tem ou dos cargos políticos que exerceu.
Poemas
Al Berto, Recado
José Tolentino Mendonça, A Alegria
Eugénio de Andrade, As Amoras
E. M. de Melo e Castro, Uma Chama não Chama a mesma Chama
Ary dos Santos, Estrela da Tarde
Sophia de Mello Breyner Andresen, Coral
Alberto Caeiro/ Fernando Pessoa, Quando vier a Primavera
Ana Luísa Amaral, Imagens
Nuno Júdice, Primeiro Poema- Os Maias, de Eça de Queiroz é um dos romances mais importantes da literatura portuguesa, seguramente o mais importante do século XIX, e chega de novo às livrarias com uma proposta diferente.
Trata-se de uma edição especial com códigos QR, que permitem aos leitores verificarem as inúmeras referências do romance durante a experiência de leitura.
Uma inovação que poderá, quem sabe, ser muito útil aos jovens do ensino secundário que se encontrarão com o romance mais cedo ou mais tarde e a quem, certamente, escaparão algumas das referências sociais, históricas, sociológicas ou culturais.
Por exemplo, quem é Guizot? E Gambetta? O que é o lausperene? De que cor era o véu de Dâmaso de Salcede? O que comeu João da Ega no Tavares? Em que local e circunstância Carlos da Maia viu Maria Eduarda pela primeira vez?
Nesta conversa com o editor da Quetzal, Francisco José Viegas, ficamos a conhecer as motivações para este projeto, desvendamos as respostas a algumas das perguntas, e percebemos por que razão este livro é, ainda hoje, um clássico. Valter Hugo Mãe: "A arte e a cultura servem para nos conferir identidade e para nos juntar. Criam a impressão de pertença."
24.07.2026 | 1 godz. 47 min.Valter Hugo Mãe assinala este ano 30 anos de escrita literária, sendo que nos primeiros 9 publicou apenas poesia e que quando era criança queria ser poeta. É por aí que começamos esta conversa onde, como costuma acontecer, atravessamos parte da sua biografia.
Falamos sobre a infância e a "pressa" de crescer, os livros (os que escreve e os que lê), a importância da Literatura, da poesia; mas também sobre, por exemplo, a adoção em Portugal ou as mudanças na forma como comunicamos uns com os outros.
E conversamos também, naturalmente, sobre O Século dos Imbecis, o seu mais recente livro, edição Porto editora. Parte desta entrevista foi publicada na revista Somos Livros, da Bertrand.
Poemas:
Adelia Prado – Casamento
Eduardo Pitta – está um rapaz a arder em cima do muro
María Paz Gerrero – Deus come presunto
Claúdia R. Sampaio – Uma vez quiseram-me louca a arderPedro Eiras: "Desde há muito muito tempo eu ando a procura de entender como é que isto funciona. Isto de um por um estranho capricho haver seres humanos que escrevem livros."
17.07.2026 | 2 godz.Poeta, ensaísta, ficcionista, investigador, professor de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Pedro Eiras lançou recentemente o livro Nevoeiro, uma investigação, Assírio & Alvim.
É um regresso do autor ao universo pessoano, desta vez para perscrutar as relações entre a Literatura e o Poder durante um determinado período do Estado Novo.
As personagens principais deste livro, que reúne documentos e factos reais, mas também elementos ficcionados, são Fernando Pessoa, António Oliveira Salazar e António Ferro, mas também o nevoeiro. O daquela altura e aquele que o autor reconhece nos tempos de hoje.
Chamada de atenção especial para as belíssimas e comoventes leituras deste episódio.
Poemas:
Camilo Pessanha, Vida
Mário de Sá-Carneiro – O Recreio
Álvaro de Campos/ Fernando Pessoa - Mestre, meu mestre querido!
Sophia de Mello Breyner Andresen, O Poema
Luiza Neto Jorge, A porta aporta
Herberto Helder, Sopa Superlativa
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Perseguindo a ideia de Lawrence Ferlinghetti - "a poesia é a distância mais curta entre duas pessoas" - esperamos, a partir de algumas escolhas poéticas dos nossos convidados, ficar mais perto deles e conhecê-los melhor.
Um projecto da autoria de Raquel Marinho.
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